quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Notas Breves

1- Ontem o Instituto alemão IFO divulgou os dados de setembro sobre a confiança do empresário alemão. Embora a visão dos alemães não represente uma amostra perfeita da Eurolândia, esse pais é o motor da região.

O sentimento predominante entre os empresários, em contraste com o dos weak hands na bolsa, é um ótimo indicador antecedente. Esse indicador vem caindo desde 2007 e mais recentemente de maneira mais acentuada. A grosso modo, ele antecipa em quase 2 trimestres o gradiente (variação) da taxa média overnight (não a taxa em si) entre bancos na Eurolândia (equivalente à taxa cdi, ou seja, a taxa de empréstimo sem lastro ou sem garantias entre os bancos).


Fonte: IFO, KB

Indicador IFO adiantado em 5 meses na cor vermelha e variação da taxa overnight na cor preta.

A temperatura continua se esfriando lá no velho continente.

2-A maioria dos analistas usa a taxa do Treasury americano de 10 anos como parâmetro de taxa risk-free e que, portanto, serve como taxa de desconto (acrescido do prêmio de risco) dos fluxos de caixa das empresas sujeitas à precificação.

Desde o dia 31 de dezembro do ano passado, o CDS de 5 anos (prêmio da apólice de seguro contra eventual default) do Tesouro americano pulou de míseros 8 pontos-base para 20,50 no dia 23 de setembro (fonte: Bloomberg). Para se ter uma idéia, a apólice do Morgan Stanley registrou 512,90 pb, a do Citigroup 227,10 e a do UBS 220 pb. Quanto menor o CDS, menor a percepção do risco.

A alta do CDS do Treasury é munição para o Ouro.

A pergunta que se coloca é como isso afeta os modelos de precificação, uma vez que a taxa do Treasury caminha para ser risk-free meia-boca. Não tenho lido considerações a respeito nos relatórios de valuation que eu recebo.

3 comentários:

Carlos Magno disse...

Sem relação direta com seu comentário, mas no contexto da crise, tá difícil suportar as bravatas vocais do Lula.
Bolha imobiliária, que me lembre, é assunto de Paul Krugman desde o final do século passado.
É fácil encontrar culpados agora, mas difícil é dizer que essa bolha, provavelmente sustentou a prosperidade do BRIC nos últimos anos.
Caso houvesse uma regulação mais forte, impedindo acesso de clientes "serasa" às hipotecas para aquisição de imóveis, o crescimento do PIB mundial teria se dado na mesma monta?

aguia disse...

hmmm


..."munição para o ouro" é uma frase da qual 'alguéns' vão gostar...


flap

KB disse...

CARLOS MAGNO

Atualize o seu endereço de email enviando-o para o meu (não bote aqui e o meu é kb1@uol.com.br), pois eu não sei se o meu arquivo está atualizado.

Como está Beozonte? Saudades dessa terra.

Sds CELESTES