sábado, 20 de setembro de 2008

A Brief One

O presidente de uma republiqueta da America Latina vociferou essa semana: "A crise é de Bush e não minha." Uma crise aguda de confiança no greenback provocaria uma liqüidação nos Treasuries, fazendo com que as taxas domésticas futuras de juros de seu país explodissem de uma hora pra outra, claro. É uma completa besta.

7 comentários:

Samuel Ramos disse...

Em junho de 2006, o Braziuziuziu tinha US$ 33 bi de reservas alocadas em títulos do tesouro americano.

O número mais recente é de 148 bi.

Acho que não é mais só problema do Bush.

Fact Finder disse...

O sapão de boca fechada é uma poesia...

aguia disse...

...quando eu era pequenino minha mãezinha comprou para mim um yô~yô que veio lotando um navio gringo e que nós havíamos trocado por muitas toneladas de feijão que estava faltando pôrrrrrLÁ e quando eu perguntei a ela porque havíamos trocado tanta comida por brinquedos ela me disse que era porque nós sempre seríamos quintal dos Estados Unidos.

KB disse...

O mandatário atravessou os seus 2 mandatos só com vento de popa. Será atingido pela mãe de todas as crises.

Quem acompanhou os bastidores na Coroa no início de 2003, quando as coisas ainda estavam bravas, sabe que Larry Rohter do NY Times terá boas chances de voltar a tratar de temas bem picantes.

KB

smarca disse...

Bem observado KB.

E o Brasil conseguiu "perder" mais essa janela de crescimento mundial.

Ame-o ou deixe-o, País do futuro ... certas coisas nunca mudam.

E nunca mudarão enquanto não houver maciços investimentos de educação pública de qualidade, tal qual o fizeram os tigres asiáticos.

E, digo mais, a partir do momento em que a educãção pública de qualidade existir, pode contar 30 anos ou 2 gerações para começar a colher os frutos.

Também bem definida "a mãe de todas as crises", pois se tivemos crise do México, da Rússia, dos tigres asiáticos e tantas outras, estamos falando agora da crise de uma certa pequena nação sem importância geo-política alguma: os EUA!

Diria que é cedo, muito cedo ainda, para qualquer analista político sério tentar tecer probabilidade de sucessão presidencial em 2009. O tabuleiro pode mudar radicalmente.

O que tanto faz também, pois só se alteram as moscas e suas legendas.

smarca disse...

Em tempo, não tenho dados atualizados, mas faz algum tempo li algo que me deixou perplexo:

Em 2005 e 2006 o crescimento % do PIB brasileiro (não valores absolutos), considerando o continente americano só ganhou de uma única nação: o Haiti, uma pequena ilha em permanente miséria e guerra civil.

Fomos, nestes 2 anos citados, a penúltima nação do ranking.

Precisa mais?

smarca disse...

Em tempo versão 2 ... se fosse fundamentalista, poderia dizer seguramente que o preço das ações das empresas tupiniquins negociadas em bolsa esticaram muuuito acima dos seus valores "justos".

E a mola maravilhosamente distendida acima, tende, como em física, encolher mais que proporcionalmente para baixo também.

No longo prazo não há como ser diferente.

No curto e médio prazos o papo é outro e, todos daqui deste pequeno espaço, sabemos a diferença disso.