segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

To Be OR NOT To Be... êste nosso sonhado RALLY?

êste QUADRO diz muito mais do que retrata, BUT, antes, apenas um lembrete ao leitor: ler aqui no TiB um Post do Fact; do Bob e do KB; com certeza 'intimida' um ou outro visitante, dada à performática qualidade - e até o 'preciosismo' (15 pilas Bob) - com que elaboram seus issues ; mas; tenha certeza plena nosso leitor: de que nadinha dá mais prazer a tais feras que receber um coment aos seus posts... daí que fiquem a vontade quando quizerem tecer comentários (descer a ripa também pode, but, de leve e com finesse que só o KB fez Itamaraty) que serão recebidos sempre respeitosamente de braços abertos ([]).

o Quadro (Bloomberg) apresentado aqui - demonstra algo realmente importante, dentro da atual engenharia financeira oficial dos EUA, face à tsunami global - além dos números expostos (onde pode-se perceber uma forte intenção do Fed de reduzir dràsticamente os Yields de suas Taxas T-30Y; 10Y; etc; levando as de 3M a zero e a necessidade - para quem almejar fugir para tais refúgios seguros, com pelo menos unzinho%, de esticar para até uns 3 a 5 anos sua hibernação nos Títulos do Tezouro): segurança sim, mas lucro não.

e o que está atraz do quadro é algo BEM MAIOR - tudo 'combinado' (by Garrincha) com a equipe entrante de Mr. Obama - pois é a intenção do Fed de forçar os aplicadores de big money, a comprarem Certificados de Depósitos Bancários, fortalecendo o já montado plano de capitalização, ou re-capitalização do Sistema, ao ponto de voltarem à normalidade as operações creditícias (leia-se: irrigar grana no sistema bancário sem precisar usar a maledeta Impressora).

pari passu, articula-se a regressão das taxas aplicadas sôbre os financiamantos hipotecários, possibilitando novas reacomodações dos mutuários da casa própria, através refinanciamentos em condições mais amenas, o que irrigará, também e muito, a liquidez do mercado, aumentando consideravelmente a montanha atual de dinheiro disponibilizado, inclusive o da base inicial, da UTI hospitalar, tanto o já congressualmente aprovado e empenhado, quanto o que ainda virá pôrrrrraí, para Montadoras e quem mais se habilitar, após a festa da posse de 21/01.

some-se a tudo isto a intenção declarada e nìtidamente definida das autoridades da área (tôdas, atuais e a vir), em priorizar o combate à recessão, minimizando e ou relevando, pelo menos nesta etapa, quaisquer evidências de incidência inflacionária (tipo assim: isso aí de inflação, ou não, depois a gente vê), a qual - aos olhos dos atuais e futuros responsaveis pela política econômica - já se estabiliza e até reflui.

e é tudo isto que ficou, simbòlicamente, bem sinalizado; varrendo qualquer dúvida quanto à rota estabelecida, "de partir para uma retomada e sair da depressão o mais rápido possivel", com a noviça e inusitada 'invenção' de Bernanke, da taxa básica lá dêles passar a andar agora de 'banda' (entre zero e 0,25%aa, último cartucho, course, porém de simbolismo radical que só não vê quem não quer).

e daí?...

DAÍ, VAMOS AGORA AO QUE REALMENTE INTERESSA AO LEITOR QUE É O MERCADO BURSATIL:

começando, of course, pela via da mão otimista, neste tráfego; pois tudo isto acima descrito, de fontes absolutamente confiaveis, vai novamente disponibilizar liquidez suficiente para aplacar o já implantado temor pelo risco; o que viabiliza a ideia - avaliada; fundamentada e abalizada aqui com a proficiente impecabilidade de sempre do nosso vampirão KB e comparsas, em sua habitual e incontestavel seriedade, da vinda de um oxigenante rali; seja a nivel de um pull-back generoso; seja até através de uma retomada bullish mais consistente, quiçás até reversiva.

BUT (by o MV Bob)... on the other hand, o complicador que pelo menos a mim, troglodita pessimista inarredavel e incorrigivel, pode melar tudo isso, é aquilo que de a muito tempo venho reclamando, aos brados, aqui nesta praia e alhures - o 'pormenor Maior' - a falta de transparência quanto ao Diagnóstico Total do Real TAMANHO DO BURACO (e não falo do buraco, específico, do montante, apenas das hipotecas da bôlha das casas que êste já foi mensurado e já está sendo remendado); sequer me refiro ao furo de alguns tamboretes que já rodaram e nem mesmo aos de outros a rodar; e sim; me preocupa; e não de é de hoje (já cornetava isso a mais de 3 anos noutra praia e muita gente aqui sabe disso); e nem é, tão só e apenas, o 'tamanho' da tal coisa dos derivativos - que êste crotalus também é conhecido e está aí pelos 650 tri (by Mailson, entre 600/700 trilhões de dólares) - TANTO QUANTO AO QUE ESTÁ DEBAIXO DO TAPETE DO BURACO DOS TAIS DERIVATIVOS... e para mostrar o pau, lembro o caso Madoff, aqui espelhado a mais de semana (antes da Veja, rsrs) e que "pode ser apenas a ponta da unha do bicho" (expressão esta, aliás, que nem me pertence; até parece; mas ela é do WSJ, uái).

finalmente, para a turma da prancha, o recado é que no Daily tá mais feio que no Weekly e que - rallly ou não - parece vir aí mais um refrescão e se alguém aqui gosta de ver o Barcelona jogar, tôda vez que êle golear, preste atenção que vai ouvir, vindo lá do Penhaskim,

um puta BERRÃO!

RSRS E BOA SORTE A TODOS; PRINCIPALMENTE À TURMA DA CANJA.

5 comentários:

Carlos Magno disse...

1)Confiança = Crédito
2)Crédito + Juros reais negativos = consumo
3)Consumo + desvalorização do dólar + juros negativos = inflação
4)Falta de confiança = falta de crédito
5)Falta de confiança = estagnação

São várias equações. No momento vejo uma possibilidade de que as 3 primeiras engrenem em algum momento no ano que vem. A inflação decorrente, seria o balão de oxigênio disponível para o tamanho do movimento.

PS - Aguia e galo, não faz sentido. :-)

Abraço,
Carlos Magno.
Time Azul! Tetra campeão das Américas, de Norte a Sul!

aguia disse...

bração, caro mestre Carlos Magno:


OK na possibilidade que vê de engrenar nas 3 (o O2, se controla depois na torneira do balão, ou no torniquete).
1, 2, 3, 4, 5...Estagflação: k´çild's e credo = Muito pió!
vamos torcer pru plano dos gringos dar certo e que êles esqueçam o afair do Japão; e se lembrem, isto sim, do exemplo da Suécia; já que alternativa melhor, pôrrrora nada; e só seria cogitavel se viesse do MCE e olha lá...

BUT; talvez a solução do lullinha: S+I+F+U = X-U-L-E ???

outro torcedor de timinhos... quá.
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

aguia disse...

ICE: MV = COW HAND.

KD US KUELHIN? [ ]ÃO.

Fact Finder disse...

Nos parâmetros adotados pela NBER yankee, salvo melhor juízo, essa é a terceira recessão não acusada pela yield curve, Mestre Akilino. Mark Hulbert, colunista do MarketWatch, fez um estudo interessante há uns anos associando o diferencial de inclinação dos yields da 3-mth Bill e da Note de 2 anos. Curvas invertidas têm prognostico ruim para a economia, mas inclinação acima de 2,5-3,0% não garantem retornos bons para o SP500. Na sua tablita, Akilino, esse gradiente está em 1,25%, o que em tese denotaria "nada anormal" na economia...Enfim, daqui a um tempo especialistas começaram a questionar a curva de juros como leading indicator da ecconomia yankee.

aguia disse...

Magnus Alexis (ou milorde FactFinder):

... êste seu coment, antes de mais nada, me honra.

but, meu enfoque ali, no atual endêmico e anêmico panorama econômico, é que lá nos States estão forçando a barra, na base do jus espernandi, em tudo, tudinho; e minha intenção não é apontar tal curva como um leading indicator - mesmo porque está curvada na base do bambú verde - e sim demonstrar a junção de esforços da turma do Fed e do Tezouro, para reanimar a economia, ora em notória coma por asfixia.

e tentando fazer isso via manobras de engenharia financeira (o que cai justinho na sua praia, uái, rsrs).

o SP500 só se revitalizará, a meu ver, caso não sobre nenhuma alternativa de risco, senão a de risco n'água, retôrno zero; que é para onde os chapa-brancas estão direcionando as taxas oficiais, como explano no texto; e isto sim, pode dar certo; ao redirecionar os capitais em pânico (eu disse pânico?... ia dizer pane, mas deixa assim mesmo), para certificados rentaveis da rêde bancária e repactuar com taxas mais amenas as hipotecas através re-financiamentos; se aí - além da grana já injetada e o caminhão que Obama trouxer - der bola de neve; again... a tal montanha de dinheiro, normaliza o crédito; etc, etc; e será tanta, que acaba sobrando para o bursatil.

penso que bolsa agora; pum ou pull; só depois de uma bela surra no CCCP, para a histórica DESOVA patense & sardense... aí sim, vai caber alavanca... e la nave va (velhos filmes, velhas reprises, quá).

[ ]ão my lord.