sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O 1/2 QUATRILHÃO À DERIVA... e a gang do blog

Fiquei muito surprêso, quando ouvi, a mais de quatro anos atraz, a notícia de que o valor dos Derivativos no Mercado Financeiro Internacional, somava o absurdo valor de 130 Trilhões de dólares e que sòmente um Banco dos EUA, o JP Morgan, carregava cêrca de 1/3 de tais 'Instrumentos Financeiros'.

Alguns meses, poucos, depois disso; o valor de que se falava - sempre de forma muito discreta e a boca pequena, tipo sussurando - já era de 150 trilhões e assim, mais surprêso ainda, fiz vários comentários a êste respeito num forum de mercado em que eventualmente postava, um pitaco aqui, outro ali.

Extranhamente; apesar do mastodôntico montante ser pra lá de expressivo; quase ninguém, àquela época, se interessou em aprofundar a questão, fazendo-me sentir o desconforto de estar possivelmente tratando de tema menor, senão, como eu próprio, de menor importância para muitos forenses de DT.

Agora, a pouco mais de um mês, ou dois? (no penhaskim onde moro, passa rápido o tempo e êle voa como o vento), fiquei sabendo que chegava a 460 Trilhões, 160 com Tio Sam, o tal valor; e, a poucos dias, já a boca meio aberta, não a minha - a muito escancarada - mas a tal, da mídia: que é 1/2 quatrilhão.

Como essa "coisa", na realidade, mais parece um troca-troca de alavancagens de pilhas de papeis contratuais, do tipo assim virtuais, com a definição ultra superficial de "Instrumentos Financeiros Destinados a Diluir Riscos" (êita frase), fui me informar melhor e a definição piorou, de diluir para iludir.

Perguntei para um velho professor e êle me esclareceu cristalinamente que 'tal como os hedges e às vêzes sendo os próprios hedges de outros hedges, os Derivativos jogam na mesma pequena área defensiva do grande jôgo das finanças, como se fossem os beques das cataplutagens'; facil, né?... mas pensei foi: que puta merda!

Como meu intento nas praias forenses era um consciente e premeditado garimpo, em que procurava identificar pela minha modesta visão e com meus rústicos filtros pessoais de apuração, quem eram os cobras analíticos do mercado bursatil - as grandes feras - me concentrei mais na batéia que nas correntes das águas.

Pérolas aqui e ali, nas conchas das praias de mar aberto e um calhau ou outro - escondendo diamantes - nas praias ribeirinhas, fui identificando os caras mais consistentes, sem mérito eu, pois que era óbvio que todos os mais maduros os viam como os mais conscientes e sábios, pelo destaque no surfe.

Assim, durante muito anos acompanhei foruns do MF k e lá - pràticamente desde sempre, já que tal aglutinação solidária, de forma organizada ; institucionalizada e por vêzes até explorada, é coisa mais jovem em Pindô que o coroa aqui - até sentir que dentre alguns varios geniais, destacava-se quase dúzia.

Com identificação, a nivel moral e ético; mais que analítico, pois o que manjo de AF-AG-AT-DT e outros métodos nem enche um dedal; com alguns poucos, mais generosos e humanos, mas, sense of humor afiado (condição sine qua non de sabedoria sôbre humildade), papeamos por anos... e de petit comitè, pousamos aqui.

Assim, é com amizade e respeito que não vou deixar nunca, ao postar neste espaço tão especial e limpo, de dizer, vez ou outra, o quanto me honra e privilegia estar aqui neste blog, ideològicamente solidário aos patos, em tão ímpar parceria, creme do creme, com os veneraveis mestres Fact, KB e Bob (enviem-me 15 pilas cada, rsrs).

e, finalmente, concluindo, sem conclusões, sôbre os tais DERIVATIVOS, essa coisa como que alienígena, sem DNA e muito menos genealogia;

e a tal minha velha, porém finíííssima, peneira; o seguinte:

se esta merda dêste elefante branco for acuradamente peneirada, a sério, pressinto - com o mesmo característico frio na espinha que sentia ao ouvir de lobisomens, menino sentado no rabo do fogão de lenha - que de dinheiro de verdade mesmo, na barriga dêste cavalo de tróia, entrou foi quase nadinha, nem 10%.

BUT, como diz o Bob, a depender das engrenagens e quiçás sem malandragens do diagnóstico ao final desta crise - se tal balbúrdia, consciente ou inconscientemente destinava-se a depenar, mais uma vez, a massa ignara (vd. Stanislaw P.P.) - da montanha de dinheiro público, já disponibilizada, vai é sobrar grana.

About market bursatil: comentava a tempos c/ mestre BOB (um alemão franzino, tipo 2X1) que a tsú furando, depois das bicotas de sempre, as ondas menores de 9 KG na Matriz e 43 na nossa bolseta, só voltariam ali, em um eventual W, para a despedida por baixo destas zonas de turbulênciaas e indecisões.

BOA SORTE A TODOS.

5 comentários:

Fact Finder disse...

Aff,Amigo Akilino...Isso é covardia. Voce sabe que sou meio banana. Buáááá!

:)

aguia disse...

teria escrito eStranhamente, mas para tais "coisas" tipo extra-terrestres, achei que a expressão com o x daria mais ênfase ao x da questão que na verdade ninguém, nem os derivados e nem os derivadores dos derivativos, sabem onde está.

diz-se: xí... iiiis!

chorar não vale,

só 15 pilas.

Bob disse...

e pelo jeito vai nos 43 mesmo

Carlos Magno disse...

Caro Aguia,
sobre o seu comentário a respeito do texto do setor elétrico, agradeço.
Se a bacia de Goiás que você se refere, é a do Paranaíba, onde estão São Simão, Emborcação e Itumbiara, de fato o armazenamento por lá é bem menor (acho que mais de 10% abaixo) em relação ao mesmo período no ano passado.

Abraço,

Carlos M. (agno) Rs!

aguia disse...

Ah, bão:

correu risco, pois, da bolsa, por ora, só penso merda.

( ) ÃO.