sábado, 10 de outubro de 2009

Dolar sem fundo?

A excessiva valorização do real nos faz pensar se haverá um fundo para a cotação do dolar - que perde valor em relação a muitas outras moedas internacionais. O nosso dinheiro lidera o ranking da apreciação cambial, enquanto a divisa americana vai se encaminhando para o pó (?).

Mas os efeitos negativos de uma moeda forte sobre a balança - com o ônus dos exportadores - também são perceptíveis.


Fica difícil estimar uma relação de troca para o final do ano, mesmo com todas intervenções do BC, que já fazem as nossas reservas chegarem a U$230 bi. Nenhum sinal de reversão pode ser observado no gráfico, mas essa tendência não deve permanecer para sempre.

Diante disso, saiu a seguinte notícia no Correio Braziliense:

O governo acendeu o sinal de alerta: indicadores captados pelo Banco Central (BC) e pelo Ministério da Fazenda mostram que várias das empresas estão abusando nas apostas de valorização do real frente ao dólar, criando investimentos tóxicos idênticos aos que quase levaram algumas indústrias à falência durante o período mais agudo da crise econômica mundial.

É para ficar esperto...

Abs ^v^

3 comentários:

Seagull disse...

Alto Risco Especulativo

Com toda essa emissão de moeda, o dolar vai continuar perdendo valor, a relação dívida/PIB e o déficit aumentando. Os EUA ficaram entre a deflação e inflação. Parece que optaram pela segunda alternativa (menos pior?) e agora vão voltar a subir os juros, com risco de descambar para uma hiper...

Aqui não tem jeito. O BC vai continuar comprando para a apreciação do real não causar mais problemas para os exportares. O que nos salva é o mecado interno (enquanto houver como a população se endividar). Quem depende de vender para fora, é bom tomar cuidado com estratégias "exóticas", porque as experiências de Aracruz e Sadia - entre outras menos comentadas -ainda estão na lembrança...

aguia disse...

putz!...

plus-que-parfait; impecavel & irretocavel, mestre Gaivotaço.

BRAÇÃO.

janus carlos disse...

Não subestimem os riscos de inflação nos EUA

ST. LOUIS (Reuters) - Pode não haver tanta capacidade ociosa na economia norte-americana como alguns acreditam, o que significa que os riscos inflacionários de médio prazo podem ser maiores, disse o presidente do Federal Reserve de St. Louis.

Em comentários preparados para um evento, James Bullard disse ser muito difícil medir exatamente a diferença entre o que a economia está produzindo e seu potencial.

"Eu estou preocupado com um comentário bastante popular hoje em dia, o de que a capacidade ociosa precisa ser grande já que a recessão foi tão severa", disse ele. "E, assim, qualquer ameaça de inflação no médio prazo é irrelevante, mesmo diante da política monetária extraordinariamente generosa. Acho que esse discurso esconde a história de ociosidade na capacidade da economia."

Ele afirmou que os cálculos com o objetivo de medir o hiato do produto não levam em conta bolhas em preços de ativos. Dessa forma, se boa parte da queda na produção estiver ligada ao estouro da bolha imobiliária, "então hoje a capacidade ociosa seria menor do que parece", o que pode significar maior risco de inflação.

Bullard também disse que o programa de compras de ativos do Fed, avaliado em 1,75 trilhão de dólares, está gerando incerteza nos mercados financeiros porque não está claro como o banco central deve ajustar o programa à medida que as condições econômicas mudam.

Ele propôs estabelecer algo semelhante à regra Taylor, que calcula a taxa de juros ideal voltada às compras de ativos para uma dada situação da economia, a fim de que os mercados financeiros tenham um panorama mais claro da direção política.

"Boa política significa que o Fed precisa comunicar ao setor privado como ela pretende reagir a choques futuros", disse Bullard. "Tem havido pouca indicação de como ou se essas quantidades (de compras de ativos) devem ser ajustadas diante das informações divulgadas sobre a performance econômica. Essa falta de clareza tem gerado incerteza nos mercados financeiros."