sábado, 30 de janeiro de 2010
Investimentos em janeiro
A renda fixa e os multimercados ficaram na casa dos 0,7%, ao passo que o DI e a poupança perderam até do IGPM.
Hora de ousar? Talvez o momento mais oportuno tenha se desenhado quando todos ainda apostavam que o mercado estava vivendo "o melhor da festa". Dependendo do perfil, timeframe, e ferramentas utilizadas, o certo é que algumas estratégias short foram muito bem sucedidas nestes primeiros dias do ano. O básico da AT é saber identificar quando estamos nas proximidades de um topo e/ou fundo.
De resto é tentar usar as probablidades a nosso favor. Seja com base fundamentalista, ou observando o cenário macro, tudo deve ser levado em conta nas tomadas de decisão. Por que desprezar uma ferramenta se ela está a nosso dispor?
A Europa continua em crise ... alguns países enfrentam sérios problemas, com o desemprego atingindo níveis bastante elevados. Nos EUA, o presidente Obama luta para efetivar as mudanças prometidas em campanha (sem êxito até então), a China fabrica números para manter um ritmo insustentável de crescimento, e o Brasil, tido como refúgio seguro e economia estruturada, vai encarar um ano eleitoral pela frente.
O presidente parece certo de que não vai eleger sua sucessora, e o desânimo fica aparente em seu semblante. Cogita-se um acordo para que, em caso de derrota do PT, o seu partido fique com a Petrobras (e a Petrosal?), e se conforme até as eleições de 2014. Estão demorando a anunciar a descoberta de um novo poço milagroso...
Os incentivos fiscais já estão com prazo de validade vencido, e a duvida está na manutenção da política monetária. Com a iminente saída de Meirelles do BC, alguém acredita que a turma do governo vai aumentar os juros até novembro? A inflação parece controlada por aqui, e ainda existe uma boa margem para o teto das metas.
Talvez uma aposta no DI para janeiro de 2011 seja uma boa opção...
Abs ^v^
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Bradesco
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Um pouco de política
Notícia divulgada no Indian Express
Vejam o grande negócio que o governo brasileiro insiste em fazer com a França.
São 36 aviões por 10 bilhões de dólares.
Pelos mesmos 10 bilhões, a França está oferecendo 126 aviões iguais à Índia.
Ainda assim, a índia recusou por entender que os ditos não preenchem os requisitos.
Confirmem abaixo no site do Indian Express:
French Rafale out of race for IAF fighters
Tags : rafael fighter jet, deal called off, indian air force Posted: Thursday , Apr 16, 2009 at 0215 hrs New Delhi:
French fighter jet Rafael has been rejected at the technical evaluation stage.
The French Rafale twin-engine multi-role fighter has been knocked off a $10-billion contract for 126 combat aircraft for the Indian Air Force. One of six contenders, Rafale was officially rejected by the Ministry of Defence for what an official called the failure to meet qualitative requirements of the contract.
The IAF has been maintaining that all six contenders — American F-18 and F-16, Eurofighter Typhoon, Russian MiG-35, Swedish Gripen NG and the Rafale — for the Medium Multi Role Combat Aircraft (MMRCA) contract have met technical requirements.
But a senior official of the Ministry of Defence today said that Dassault Aviation's Rafale was rejected at the technical evaluation stage for failing to meet minimum performance requirements detailed in the tender document. Flight trials for the remaining five fighters are expected to commence within three months, the official said.
Realmente a oposição atual no Brazil é de uma incomprtência tremenda.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Bob chato voltando
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Análise gráfica de lame3
A figura ajuda a mostrar porque os negócios online (B2W) já dão lucro. Ano passado, uma hora dessas, não teríamos nem 6 cadeiras cinzas. Em outros cinemarks menos metropolitanos, o mesmo fenômeno já está começando.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Industrials SPDR On A Roll!
Ativos que não são alvo de especulação intensa produzem o price action mais limpo. O breakout - 52-wk. high -acima poderia bem servir de ilustração em um livro sobre price patterns. Observem como os números redondos serviram e devem servir de eficaz pontos de entrada ou saída (com ou sem stop losses). O chart acima poderia ser do preço do tomate ou da castanha-do-pará, de um ativo com P/L de 6 ou 60. Não faz diferença.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Já que o foco está nos bancos...
Ainda acho muito temerário tomar estes primeiros pregões como base para uma leitura definitiva. Os bancos vêm tendo grande destaque, o que indica a possibilidade de trazerem bons resultados nos próximos balanços. E com a expectativa de aumento nos juros sempre sobra espaço para mexerem nos spreads.
Como o Fact bem lembrou em comentário no seu blog, os Financials têm um peso representativo na composição do S&P. Logo sairão os resultados corporativos do final de ano, que mesmo com o pagamento de parte dos empréstimos concedidos, ainda devem apresentar números interessantes.
O gráfico do Bank Index está congestionado há quase 6 meses, e desenhou um TRG a partir de outubro.
Uma hora isso vai definir o lado...
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A maior expectativa de hoje está na divulgação da ATA do Fed, em sua última reunião de 2009, e o anúncio dos postos de trabalho no setor privado americano. Depois de defenestrarem o Roubini com suas previsões catastróficas, ainda agora o Paul Krugman alertou que o risco dos EUA entrarem em uma segunda perna (W?) de recessão não é pequena...
Todo cuidado é pouco!
Abs ^v^
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Sobre bancos
"Lafa,
Os P/Ls de ITUB (19,1), ITSA (17,0), BBDC (15,0), SANB (44,4) e BBAS (8,5) estão bem, bem, bem maiores que a média histórica.
Você acha mesmo que estão baratos assim?"
Fui fazer a tarefa de casa e achei o seguinte:
" Saudações xxxxx
Primeiro que agradeço muito sua mensagem. Eu estou bem investido em bancos mas não compraria nada ou quase nada agora. Ainda acho que irão render na minha carteira mas após ler sua mensagem reavaliei com os novos preços e não estou achando um desconto muito grande não.
Santander eu vendi no topo e, da última vez que vi, estava caríssimo. Na época tinha que ser louco pra comprar santander a valor de mercado de Bradesco.
Então minha discussão fica em torno de Bradesco, Itaúsa, e BB/Alfa. O que está tornando Bradesco, por exemplo, um bom investimento pra mim são as minhas premissas, as mesmas que mantenho há muito tempo (e elas vêm se mantendo). Vou tentar organizar o raciocínio abaixo e depois ir pro valuation.
1. A bancarização do brasileiro e a expansão do crédito estão mostrando as garras com força. Quando eu comecei a escrever isso o indicador crédito/pib estava em baixa, abaixo de 30% (já esteve em 38% no começo do plano real). Hoje estamos chegando a 40%, um crescimento de quase 20% em um ano de crise. Pro ano que vem não vai ser difícil ir pra cima de 45%.
2. Então a gente tem alguns drivers de crescimento muito fortes pro banco:
- a. O crescimento normal da economia. Não gira dinheiro na economia sem passar pelos bancos.
- b. A bancarização. Aumentando o número de clientes.
- c. O aumento do crédito. --> --> --> OBS: Tomo como premissa que os ativos vão acompanhar esse crescimento.
- d. A "proteção" contra a inflação. Se todo mundo começasse a ganhar o dobro amanhã, e todos os produtos custassem o dobro amanhã, os bancos simplesmente ficariam com o dobro dos ativos sem ter que investir um tostão pra isso. Se as receitas aumentam x% e as despesas aumentam x%, o lucro aumenta x%.
3. Isso acima acaba por refletir, pra mim, numa taxa de crescimento robusta num período de baixo dividendo. Vou considerar que o Bradesco consiga manter um ROA de 2%. Esta premissa pode ser contestada, mas se o banco manteve o ROE acima de 1,5% durante a crise mundial... e hoje está com o resultado não realizado do mesmo tamanho que antes... será que é uma premissa tão absurda assim?
Se o ROA puder se manter fixo, então o crescimento do lucro pode ser estimado assim:
- 10 anos a 4% --> crescimento da economia de 48% -- fator (1,48)
- Crescimento da relação crédito/PIB -- de 40% pra 80% -- relação 1,5
- Fator: 1,48 . 1,5 = 2,22
Que equivale a um crescimento composto de 8% a.a. acima da inflação.
Isso se mostra válido para o Bradesco? Sim. Nos 10 anos mais recentes o lucro anual foi de 1,5Bi para um pouco mais de 7Bi. O que dá uma taxa nominal de 16,7% a.a. Descontando o IGPM dá um pouco menos de 8% e descontando o IPCA dá 9,4% a.a. acima da inflação.
Isso com um payout acima dos 50%.
4. Uma avaliação de PJ para o Bradesco
Antes de falar mais qualitativamente deixa eu ver quanto isso dá com uma taxa de desconto adequada...
Premissas:
- LPA DE R$ 3,00 em 2009
- Payout de 55% por 10 anos
- Cresc. acima da inflação de 8% a.a. no período.
- Taxa de desconto de 12% a.a.
- Perpetuidade: 4% a.a. acima da inflação, payout de 75%
Isso dá VPL: R$ 36,00
Hoje o preço está em R$ 31,00. O que dá um pequeno desconto. Considero estas premissas médias: nem otimistas nem pessimistas. Elas poderiam ser mais otimistas. Por exemplo, se o payout subir 5% nos primeiros 10 anos, ou se a taxa de crescimento for para 5% algum tempo antes da perpetuidade o PJ vai pra 39.5.
OUTROS DRIVERS MENORES DE LONGO PRAZO.
No caso do Bradesco temos outras coisas interessantes aí. Ele sempre trabalhou com PDD alta e sempre sobra da PDD após tirar a inadimplência. Ele é quem pega a base da pirâmide agora, então, faz sentido estar sofrendo com a inadimplência agora. Mesmo assim parece estar indo bem. Também assumo que ele esteja com as despesas em alta agora porque fez uma campanha forte demais pra abrir agência em tudo quanto é buraco desse país afora. Deve ter muita agência não lucrativa. Outra coisa é que ele é líder no ramo de seguros mas o brasileiro ainda não tem seguro. Aliás, o brasileiro ainda não tem nem conta em banco. O pessoal por aí às vezes tem seguro de carro. Seguro de casa e de vida então é coisa rara. Isso ainda pode mudar muito. O banco não tem esqueletos grandes no armário com planos de previdência ou processos judiciais. O ramo de previdência por exemplo, as receitas do banco são as taxas de administração, é praticamente tudo contribuição definida. Fora isso a inteligência de crédito no Brasil ainda é burra pra caramba. Mas já está funcionando. Administração: eu considero muito isso a favor de Bradesco e Itaú. Eles estão o tempo inteiro melhorando um pouco. Sempre alguma coisa importante, embora não gigantesca. Como exemplo recente eu cito o DDA. Com isso eles vão conseguindo que muitos clientes rendam R$ 1,00 ou R$ 2,00 a mais por mês. Ainda falta: juntar ATM´s para reduzir despesas, melhorar a inteligência na concessão de crédito (bloqueando mais o pessoal H e favorecendo o ABCD), ganhar mais dinheiro com as corretoras, etc. Parece que quando eles vão entrar num negócio novo, não perdem a cabeça. Estão procurando garantia antes de tudo.
6. O ITAÚ...E igual mas diferente... hehee... melhor a gente discuti-lo depois...Agora, meus amigos, eu valorizo muito seus comentários a este e-mail.
[]s
DISCLAIMER: Como eu mesmo disse na mensagem acima, eu não compraria e não estou recomendando compra alguma. Este é um exercício de valuation pra ser discutido e analisado. Só isso. Abraços.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
A Golden Opportunity To Take Profits?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Alguns resultados interessantes
1. BRSR
Uma paciência de quase 2 anos adicionais fez com que minhas ações do Banrisul (brsr3 + brsr6) voltassem ao azul, bem azul, com bons lucros no período todo. Mesmo antes da crise mundial, elas sofreram tanto que parecia que o banco ia quebrar.
O segredo foi fazer 100% de nada.
2. BRKM
Havia comprado um teco de braskem para uma carteira diversificada e ela terminou sofrendo uma forte queda. O tempo acabou revertendo o prejuízo original em um pequeno lucro.
Ainda não comparei com o desempenho do ibov no período. Mas se perdeu, foi por pouco.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quá... 15 pilas a quem identificar tais caras do TIB:
www.art-sor.com - Cartões e Mensagens em Flash
...e para Analizar os 4 TIBeanos mais ANIMADOS, clic "CONTIN".
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Oferta e Demanda explicam
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Commodity-Related Currencies Breaking Down
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Bolo no forno
Já em um período de alta destes, se tiver uma barganha, compro; mas não tenho dó de diversificar entre várias ações que pareçam interessantes.
Assim, andei comprando embraer (embr3) e marcopolo (pomo3).
Expected holding period: looongo.
Tem também uma "undisclosed". Digamos apenas que a riqueza virá do campo :-)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
E o Fact Finder comemora...
Novo derivativo de balcão permite montagem de diferentes estratégias de investimento
08/12/2009
Mais
Consulte os contratos de opções flexíveis de compra e venda sobre o Ibovespa
A BM&FBOVESPA passou a oferecer, a partir de 07/12/09, o registro de contratos de opções flexíveis de compra e de venda sobre cotas dos iShares Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11). O lançamento desse novo instrumento derivativo possibilita às instituições financeiras a estruturação de diversas estratégias de investimento para seus clientes como, por exemplo, de proteção de capital.
O BOVA11, um dos quatro Exchange Traded Funds (ETF) listados no segmento de ações da Bolsa, tem por objetivo obter retornos semelhantes aos do Índice Bovespa.
O novo contrato de opções flexíveis de compra e venda é registrado no mercado de balcão organizado do segmento Mercadorias e Futuros sob os códigos FBC, para opções flexíveis de compra e FBP, para opções flexíveis de venda. O tamanho do contrato corresponde ao valor da cota de ETF multiplicado pelo número de cotas acertadas entre as partes do negócio, sujeito ao limite mínimo de 100 cotas.
Os contratos de opções flexíveis permitem às contrapartes maior flexibilidade na definição das características da operação tais como: o tamanho do contrato, a data de vencimento, valor do prêmio e preço de exercício, desde que respeitados os limites estabelecidos pela Bolsa.
Há ainda a possibilidade de os contratos serem registrados nas modalidades com ou sem garantia. No primeiro caso, a BM&FBOVESPA atua como contraparte central para garantir o cumprimento das obrigações. O instrumento também permite a inclusão de preços de barreiras para ativar ou extinguir os direitos e obrigações da opção.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Dolar aqui
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Macroeconomia - uma tendência positiva
Especialmente porque simplesmente fazer uma subscrição ficou demodé. Hoje em dia o melhor é fazer uma segunda OPA, algo grande e com preços mais valorizados, que geralmente combina com a indesejável palavra "reestruturação".
Mesmo assim, tem um aspecto bastante positivo da movimentação do mercado de capitais brasileiro nos 5 anos recentes, e que continuou durante a crise. A captação constante de dinheiro para investimentos, mediante ofertas primárias.
Isso a gente vê no mercado de ações, no mercado de FII´s, na emissão de CDB´s e no aumento da dívida interna que nem sempre foi motivada por necessidade.
Tomando FII´s como exemplo, se a gente juntar os principais gestores, chuto que tenhamos uma captação entre R$ 500MM e R$ 1 bilhão neste segundo semestre. Neste mercado, antes um fundo de R$ 100 MM era grande. Assim dá pra ver que o apetite por investimento está forte.
E o melhor é que, uma vez investido, não tem volta. Se eu invisto em CDB, posso resgatar e consumir. Mas se eu compro uma ação, não tem volta. Se eu vender, outro comprou.
E isso é o quê? Reflexo de uma taxa de poupança mais elevada. Junto com uma aceitação de investimentos um pouco mais longos. Hoje temos uma taxa de poupança próxima de 20% do PIB. Não é de se envergonhar.
Agora, a questão é cultural. Se esta tendência se propagar, talvez chegar a 25% um ano ou outro - uma das principais condições para o crescimento interno sustentado terá sido alcançada.
Assim, espero que as novas empresas continuem pipocando. Especialmente se forem empresas simples, sem muito risco de nabo para o investidor - como o citado FII.
sábado, 5 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Dubai ou Ducéu
O valor financeiro não parece ser lá muito representativo (na ordem de U$80 bi) mas o que pode ser um prenúncio para o estouro de outras "bolhas" deixou o mercado em polvorosa.
A piadinha é velha, mas a paródia inteligente da nossa dupla de colaboradores no Fórum do MI - a2fon e trix- vale um flashback:
E aí... é para Do-buy ou Do-sell???

quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
E segue a lama!!
ano em contratos com o governo Outras cinco financiadoras da obra sobre a vida de Lula
obtiveram financiamentos do BNDES; empresas dizem não ver problema em ajuda
A maior parte das 17 empresas patrocinadoras do filme "Lula, o Filho do Brasil", que deve entrar no circuito comercial em 1º de janeiro, mantém negócios com os ministérios e bancos do governo federal. Apenas em 2009, sete dessas empresas receberam cerca de R$ 407 milhões
em pagamentos diretos da União por conta de obras, aquisição de equipamentos e outros serviços. Outras cinco obtiveram financiamentos do BNDES (Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desde o início do mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, em 2003, e outra tem como sócio um banco estatal e o fundo de pensão a ele
ligado, ambos controlados pela União. O Banco do Brasil e a Previ (fundo dos funcionários do BB),
cujos presidentes são nomeados pelo governo federal, detêm cerca de 61% das ações da Neoenergia, terceiro maior grupo do setor energético brasileiro, que confirmou
à Folha ter doado R$ 500 mil para a produção do filme.
O custo total é um dos mais altos do cinema nacional. Os produtores, a família de Luiz Carlos Barreto, afirmam que foi de R$ 12 milhões. As empresas investiram de uma maneira pouco usual no mercado: injetaram dinheiro próprio e fora das leis de incentivo à cultura que
preveem o abatimento das doações no Imposto de Renda. Os produtores do filme dizem que não usaram as leis de fomento justamente para não serem acusados de beneficiamento indevido.
Se preservou o dinheiro dos contribuintes, o caminho adotado pelos produtores tornou a operação menos transparente. Nos projetos financiados de acordo com as leis de incentivo à
cultura (cerca de R$ 88 milhões em projetos de cinema em 2008), a Ancine (Agência Nacional do
Cinema) tem acesso aos valores e às empresas financiadoras, dados que tem de publicar em seu site. Não é o caso do filme "Lula". "É como um negócio qualquer entre duas empresas. Não temos
acesso a essas informações", informou a agência. Em e-mail enviado à Folha por meio de sua assessoria, a produtora Paula Barreto informou que os valores exatos da doação de cada
empresa não podem ser revelados: "Os contratos são confidenciais, não é possível divulgar valores". Na edição de ontem, "O Globo" informou que Paula disse que quatro
doadores pediram para que seus nomes não fossem divulgados, o que eleva para 21 o número de doadores do filme, contra os 17 anunciados. Procurados pela reportagem,
alguns patrocinadores concordaram em divulgar suas cotas. O Senai (Serviço Nacional de
Aprendizagem na Indústria) informou ter doado R$ 2 milhões, a Neoenergia, R$ 500 mil, e a EBX, do empresário Eike Batista, R$ 1 milhão -em 2009, Eike doou a mesma quantia para o filme "Cinco Vezes Favela" de Cacá Diegues, também de forma direta. A maior parte das empresas alegou que a estratégia de não revelar o valor da doação faz parte da
política usual da companhia na área dos patrocínios, não tendo relação com o filme.
A telefônica Oi, que fechou anteontem com o BNDES um contrato de financiamento de R$ 4,4
bilhões, manteve o mesmo tom: "A Oi tem como prática não informar valores específicos por projeto patrocinado".
sábado, 21 de novembro de 2009
Duas de Macroeconomia
Muito me espanta a corrente de gente a dizer que o IOF sobre entrada de capital é inútil para conter a alta do US$. Na maior parte das vezes é gente que perde com o imposto que vem alegar sua ineficácia (como, por exemplo, talvez, o Sr. Mobius?). Mas tem banco aparentemente neutro engrossando a corrente.
Ceteris Paribus deve ser linguajar desconhecido em alguns cursos de economia de hoje. Vai ver é isso. Mesmo assim, ceteris paribus, um imposto sobre a entrada de capital diminui a entrada de capital, e pronto. Se continuou entrando dólar depois disso, não quer dizer que é ineficaz. Nem que é ineficiente, a priori. A gente nunca vai saber quanto estaria entrando sem o imposto.
E a taxação sobre a conversão de ADR´s veio completar a idéia, que inicialmente tinha deixado a lacuna.
Além disso, 2% sobre toda a grana que entra, é dinheiro a mais para as despesas do governo, e o que é mais importante, é um dinheiro que sai do bolso dos estrangeiros, não do meu. Pode ser usado para muita coisa - inclusive comprar dólar e outras moedas.
Além disso, as recentes reclamações de alguns fundos, para mim, apenas confirmam que o interesse em investir em RF brasileira é apenas de curto prazo. Caso contrário, não haveria como argumentar que esta taxa inviabiliza o investimento.
2. Sobre os programas de transferência de renda e a taxa de investimento do país
Muita gente também argumenta que programas de transferência de renda (como o bolsa-família, bolsa-escola, etc) sejam um obstáculo à formação da poupança nacional e uma grande despesa pública.
É, parece que faz sentido. Se eu abrir o Dornbusch-Fischer (Macroeconomia) ele trata as transferências como TR e isso entra direto na despesa do governo, sem ser investimentos.
Mas acredito eu que cada caso é um caso.
A meu ver, R$ 100.000.000,00 de bolsa-família geram um bom bocado de investimento privado. Não vamos esquecer que esse dinheiro é gasto e as empresas que o recebem investem continuamente - em equipamentos, capital de giro, estoques, etc.
Além disso, cumprem direitos constitucionais e atendem ao desejo do eleitorado (em sua maior parte, claro).
(Esta parte foi censurada por mim. Quem me conhece, pode perguntar porque eu censurei em meu e-mail... basicamente eu comentava que investimentos públicos podem acabar gerando despesas públicas desproporcionais ao bem estar que proporcionam.)
Então, prefiro que o dinheiro do meu imposto vá parar no bolsa família, para ser gasto no supermercado, na conta de energia, nas Americanas, na escola, no passe de ônibus, na gasolina da petrobras, na conta de telefone, etc. Não se esqueça de que as empresas implícitas costumam investir mais da metade do LL entra ano e sai ano.
Se houvesse um investimento público limpo e decente, a argumentação que ouço por aí faria sentido. Mas cá no Brasil, sugiro aplicar um "multiplicador atenuador" no investimento público. Cada R$ 1,00 de investimento declarado, corresponda a apenas R$ 0,25 de "I" na fórmula Y = C + G + I + X - M.
Era isso. Abraço.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dito sobre alguns FII´s...
"Pananby (PABY11)
Tá bom, quase não tem liquidez, mas e daí? Tudo parece lindo. Ele é um imenso "contas a receber" que dá um valor patrimonial de R$ 400,00 por papel, líquido. R$ 400 em ativos por papel, e ainda corrigidos por IGPM + Juros.
Fora pagar dividendos erráticos, não parece que tem nada de errado.
Mas o papel morre abaixo dos R$ 200,00 há anos (e na minha mão tem alguns).
Ou o contas a receber é podre, e isso é informação que eu não tenho como saber; ou vale bem mais que o dobro."
em 23/out
"Pra mim, vai ser hora de priorizar FII´s sem marca, sem fama, e sem mania de grandeza. Com isto, acho que deixo bem claro quais ordens de compra eu vou botar (ou já botei) na pedra daqui pra frente."
Dois assuntos
A todo mundo que ainda trabalha para viver, um conselho. Façam seguro. Um seguro gordo e bem feito. Expliquem pra digníssima ou digníssimo e deixem em cima de uma estante. E plano de saúde da melhor qualidade. Eu recomendo que pesquisem Bradesco ou Porto.
Se houver interesse sobre seguros, eu posso falar mais depois ou responder nos comentários.
Ah, Pananby acaba de pagar um dividendo OBESO. Eu avisei, eu avisei.
E a oferta de Europar para captar mais $$$ e inchar o fundo: eu também avisei.
P#rr@, com tanto "eu avisei" dando certo assim eu fico me sentindo o Fact Finder.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Nasdaq encontrou seu ponto?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Blackout de Cérebros
A bolsa que pretende firmar convênios com outras instituições de mercado secundário nos EUA recentemente patrocinou seu próprio "apagão". O grau de amadorismo envolvido no processo de integração Broxespa-BeEmeEfe desintegrou o acesso ao site. O mercado financeiro pelo mundo anda a passos largos e aqui, a passos de cágado. A dinheirama obtida com emolumentos e outros quitutes na utilização de seus serviços parece ainda insuficiente para contratar profissionais competentes para tocar o dia-a-dia da Bolsa de Pindorama. E la nave va.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O que a Telesp e a Vale têm em comum?
Nenhuma das duas conseguiu fazer uma aquisição ruim, quando tentou.
Com isso, a Telesp continua sendo uma bela dividend play. E um dos papéis com mais margem de segurança na bolsa.
Mas não é exatamente um passaporte pra riqueza. É uma renda fixa com plus.
sábado, 14 de novembro de 2009
Curiosidades gráficas
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Ex-comprado, realizando... e de olho nas vendas
Vendendo ainda não, mas realizando o lucro! Ainda resta uma pequena posição para mim (3 papeis), bem pouco representativa no cômputo do patrimônio total - e até da parcela destinada a investimentos de risco.
O grosso dos ganhos já foi para o bolso... se romper essa resistência em 67k teremos uma nova rodada de avaliações. Assim como foi na superação do caixote em 42, e no alvo da pipa em 53 (onde o OCO furou). Esses foram, a meu ver, os principais pontos de inflexão, e ainda podem voltar a ser experimentados oportunamente.
Eu enxergo essa pernada dos 60 para cima como um possibilidade de retorno para teste do último topo (ou bem próximo, afinal já estamos em 66) com a consecução de um duplo. Mas errar é humano, e não vou culpar ninguém - nem nada - por isso... o índice insistiu em subir e tivemos que nos ajustar ao mercado (como sempre se deve fazer). Nem no ouro estou acreditando mais. Desconfio que até os metais preciosos possam sucumbir. Pelo menos um regresso a patamares bem inferiores aos U$1.000.
A coisa mais inteligente a fazer é não se apegar a nossas convicções e estarmos preparados para mudar de ponta. E cada vez mais eu fico no curtinho, porque não me sinto confortável à (com) essa altura. Chega a dar vertigem...
E olha que sempre fui acostumado a voar em camadas elevadas!
O DOW voltou a botar a cabecinha para cima dos 10k, se não for mais um violino... como aquele que os músicos tocavam no Titanic...
Quais são, no entendimento da turma, os atuais leading indicators para o mercado? DJ, U$ Index, Bonds, China??? O Fact faz ótimas leituras do cenário e está de olho lá fora, com a luneta sempre apontada para bem adiante... situado no momento, e ligado no que vem pela frente!Bob Elliott, Aguia, Samuca e nosso estimado KB... whats up (or down)?
Abs ^v^
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Se petr4 for a R$ 45,00
E tudo for para o alto e azul eterno e infinito...
Entãao, caramba, eu vou ter errado de novo, porque continuo vendendo!!!!!
sábado, 7 de novembro de 2009
Sinto muiiiito BOB!... "BUT"...a BBC diz corda:
BBC Mundo
06/11/2009 - 16:12 (GMT) El índice de desocupación superó rebasó el 10% en octubre, la cifra más alta de los últimos 26 años.
Casi 4 mil presos recibieron cheques del estímulo económico.
Millones de jubilados ante un pago menor de Seguro Social.
Más noticias de Mi Dinero.
'MAIS' más noticias de Estados Unidos
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Labor - fim da recessão?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Liquidez mantida, bolha lá na frente
Central bank keeps rates near zero and says they'll stay there for "extended period" despite recent signs of economic turnaround
domingo, 1 de novembro de 2009
Elliott março de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
CPFL - Quando oferta e demanda vencem os fundamentos
Talvez um grande pedaço da resposta esteja nos grandes vendedores que atuam no papel há 2 anos.
Olhando 2 anos para trás, A CPFL tinha vários, vários grandes investidores. Posições relevantes de 2%, 3%, 5%, 10% etc. Vide Bradespar, 521 Participações, bancos de investimento, etc.
Nestes anos, várias companhias venderam seus blocos de ações, que tornaram-se novos blocos na mão de outros investidores, etc.
Como o preço quase não sofreu na crise - segurado por fortes fundamentos e dividendos gordos - ela torna-se uma reserva de valor a ser queimada para sustentar posições de maturação mais longa.
Desta forma, a alta da CPFL só pode se processar após uma de duas coisas acontecerem:
- Alguém acumular muitas ações, tornando-se dono do boteco e sem intenção de vender, a exemplo de WEG, Gerdau etc;
- A ação se pulverizar muito mais, e ser formada uma companhia altamente pulverizada com um acionista controlador que tenha uma pequena participação - a exemplo de Vale, dos grandes bancos, ou mais exageradamente, Lojas Renner.
Vamos ver no que dá; mas nenhuma das duas opções parece que vai acontecer rápido. Enquanto isso, os dividendos valem a espera.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
um presente de um tal cumpadi PARA_QUEDISTA
http://www.enfoque.com.br/educacional/analises/281009/default.aspx
arrrrgh...ia
BOV e os 62 k
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A parte boa de ser fundamentalista
Então, eu que fiquei feliz ontem, por ter vendido, achando que ia pra baixo mesmo, não preciso ficar triste hoje.
Em suma, o que é muito bom é, numa hora em que não se está entendendo nada, poder dizer com toda a sinceridade:
...e daí?
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Olhando para trás
Tem uma frase que me marcou muito: É melhor perder oportunidade que perder dinheiro.



















